Jacob Coxon, pesquisador britânico e ex-funcionário da OpenAI e da Anthropic, alertou na segunda-feira, durante uma audiência do Conselho Municipal de Nova York (뉴욕시의회), que as empresas de inteligência artificial não sabem como impedir que os sistemas de IA persigam objetivos que não foram definidos pelos desenvolvedores. Ele afirmou que as empresas estão agindo de forma extremamente imprudente diante dos riscos.
Coxon argumentou que a IA pode trazer grandes benefícios à sociedade, mas que, no caminho atual, é mais provável que a humanidade perca o controle sobre a IA, o que poderia levar à extinção.
Antecedentes e contexto
No início de setembro, Coxon publicou na rede social X um texto explicando por que deixou a Anthropic. Nele, afirmou que os desenvolvedores de IA acreditam sinceramente que essa tecnologia pode matar toda a humanidade antes do fim da década.
O depoimento de Coxon na audiência do Conselho Municipal de Nova York foi noticiado em todo o mundo, e, depois disso, vários funcionários atuais e antigos de grandes empresas de IA expressaram preocupações semelhantes. Isso chama atenção porque, para além do alerta individual de Coxon, pessoas envolvidas no desenvolvimento de IA estão questionando se ela pode ser controlada e se as salvaguardas são adequadas. No entanto, o fato de preocupações semelhantes terem sido levantadas não confirma a dimensão nem a probabilidade desses riscos.
O que esta notícia significa
A principal questão levantada por Coxon é se a IA pode desenvolver objetivos que escapem ao controle de seus criadores, indo além de simplesmente seguir os objetivos definidos pelos desenvolvedores, e se há maneiras de impedir isso. Ele explicou que não sabe como evitar a formação desses objetivos e que não existem salvaguardas para preveni-la. A declaração destaca que, além do desempenho ou dos benefícios da IA, controlar comportamentos inesperados também é uma questão importante para avaliar a segurança da tecnologia.
Por exemplo, supondo que um sistema de IA passe a perseguir um objetivo que não foi definido por seus desenvolvedores, o ponto central para o leitor é verificar se foram apresentados métodos concretos e salvaguardas para evitar esse cenário. A reportagem, porém, não informa quais seriam esses métodos. Portanto, o alerta de Coxon não significa que o problema do controle tenha sido resolvido, nem confirma que a IA tenha de fato desenvolvido objetivos próprios.
A possibilidade de benefícios sociais da IA e o risco de perda de controle aparecem juntos nas declarações de Coxon. Independentemente de qual aspecto se enfatize, o alerta é relevante porque, sem explicações concretas sobre as salvaguardas, fica difícil para o leitor avaliar como os riscos podem ser reduzidos.
O que se sabe e o que ainda não se sabe
Fatos confirmados
- Coxon é ex-funcionário da OpenAI e da Anthropic e depôs na segunda-feira, durante uma audiência do Conselho Municipal de Nova York.
- Ele alertou que as empresas não sabem como impedir que a IA persiga objetivos que não foram definidos pelos desenvolvedores.
- Ele afirmou que a IA pode trazer grandes benefícios à sociedade, mas argumentou que, no caminho atual, é mais provável que a humanidade perca o controle.
- Após seu depoimento, vários funcionários atuais e antigos de grandes empresas de IA manifestaram preocupações semelhantes.
O que ainda não se sabe
- A reportagem original não informa que medidas o Conselho Municipal de Nova York planeja tomar após a audiência.
- Não foram apresentados métodos concretos nem salvaguardas para impedir que a IA desenvolva objetivos próprios.
O que o leitor pode acompanhar
- Ao consultar as explicações das empresas de IA sobre segurança, o leitor pode verificar não apenas se elas reconhecem os riscos, mas também se apresentam métodos concretos para impedir que a IA persiga objetivos não definidos pelos desenvolvedores.
- Se houver afirmações de que existem salvaguardas, vale examinar quais riscos elas supostamente previnem e se a explicação é concreta.
- Acompanhar se o Conselho Municipal de Nova York anuncia novas medidas após a audiência pode ajudar a entender se o alerta levará a discussões posteriores.




















