O Partido do Poder Popular (국민의힘) realizou, em 3 de outubro de 2026, três dias antes da auditoria parlamentar da Assembleia Nacional (국회), nas proximidades do portão Sungnyemun, no distrito de Jung, em Seul, o “Ato de Ação Popular pela Recuperação da Vida Cotidiana e Defesa da Segurança Nacional para Julgar o Governo de Lee Jae-myung” (이재명 정권 심판 민생회복·안보수호 국민행동대회). O presidente do partido, Jang Dong-hyeok, atacou o presidente Lee Jae-myung, dizendo: “Agora ele se tornou uma mina terrestre para a segurança da República da Coreia”. A liderança do partido avaliou que o ato demonstrou a mobilização da opinião pública, mas, dentro do partido, houve quem apontasse que o evento dependia de mobilização organizada e que a mensagem tinha pouca credibilidade.
Antecedentes e contexto
O ato foi uma ocasião que evidenciou tanto a ofensiva da oposição contra o governo, às vésperas da auditoria parlamentar, quanto a tentativa de mobilização interna do partido. A liderança afirmou que cerca de 70 parlamentares em exercício participaram e destacou a capacidade de mobilização. Jeong Jeom-sik, líder da bancada, escreveu no Facebook que sentiu “a indignação ardente da opinião pública contra o governo de Lee Jae-myung se espalhando como um incêndio”.
No entanto, houve divergências quanto ao tamanho e ao significado do ato. O Partido do Poder Popular afirmou que 200 mil pessoas participaram, enquanto a matéria também apresentou uma estimativa policial não oficial de 9 mil pessoas. Ambos os números devem ser entendidos como uma alegação e uma estimativa sobre o público do ato; a matéria não confirma o número real de participantes nem explica a diferença entre as estimativas.
As críticas internas não se limitaram ao número de participantes. Um parlamentar em segundo mandato disse que a maioria dos presentes havia sido mobilizada de forma organizada pelo partido e que o ato não teria efeito para mudar o cenário político. Um parlamentar de primeiro mandato afirmou que havia muitas questões para criticar no governo, mas que os mensageiros do partido pareciam não ter credibilidade proporcional. Também foi constatada a presença, no local, de bandeiras com as frases “Yoon Suk Yeol estava certo” e “a lei marcial foi legítima”.
O que esta notícia significa
O ato foi uma iniciativa da oposição para criticar o governo nas ruas antes da auditoria parlamentar e exibir a mobilização do partido. Ao mesmo tempo, as declarações de parlamentares do próprio partido levantam a questão de que o número de participantes, por si só, não comprova o apoio da opinião pública nem uma mudança no cenário político. Como a avaliação da liderança sobre a mobilização veio acompanhada da visão cética de alguns parlamentares, é difícil afirmar que o ato tenha sido recebido da mesma forma dentro e fora do partido.
Para os leitores, o que importa não são apenas os slogans e o número de participantes, mas também se as críticas ao governo se traduzirão em perguntas e propostas de políticas durante a auditoria parlamentar. Por exemplo, eleitores que concordam com as críticas ao governo podem observar se elas levam a questões concretas e a propostas durante a auditoria. No entanto, com as evidências disponíveis no momento, não é possível determinar que impacto o ato teve, de fato, sobre a opinião pública ou sobre o cenário da auditoria parlamentar.
Fatos confirmados e o que ainda não se sabe
Fatos confirmados
- O Partido do Poder Popular realizou, em 3 de outubro de 2026, nas proximidades do portão Sungnyemun, no distrito de Jung, em Seul, o “Ato de Ação Popular pela Recuperação da Vida Cotidiana e Defesa da Segurança Nacional para Julgar o Governo de Lee Jae-myung” (이재명 정권 심판 민생회복·안보수호 국민행동대회).
- No ato, o presidente Jang Dong-hyeok chamou o presidente Lee Jae-myung de “mina terrestre para a segurança da República da Coreia”.
- O Partido do Poder Popular afirmou que 200 mil pessoas participaram, e a matéria apresentou uma estimativa policial não oficial de 9 mil pessoas.
- A liderança do partido afirmou que cerca de 70 parlamentares em exercício participaram, enquanto alguns parlamentares expressaram preocupação com a mobilização organizada e a credibilidade da mensagem do partido.
- Park Seong-jun, porta-voz-chefe do Partido Democrático (더불어민주당), disse, em um comunicado escrito de 4 de outubro, que o Partido do Poder Popular deveria cooperar na elaboração de políticas e propostas para melhorar a vida cotidiana.
O que ainda não se sabe
- Quantas pessoas realmente participaram do ato e por que as estimativas foram diferentes?
- Que impacto o ato teve sobre a opinião pública ou sobre o cenário da auditoria parlamentar?
- Como a mobilização destacada pela liderança e as dúvidas sobre a credibilidade levantadas por parlamentares do partido se refletirão nas atividades políticas posteriores?
O que os leitores devem acompanhar
- É recomendável distinguir a alegação do partido sobre o número de participantes da estimativa policial não oficial e não tratar nenhum dos dois números como o total real confirmado.
- É possível observar se as críticas ao governo feitas no ato se traduzirão em perguntas concretas e propostas de políticas durante a auditoria parlamentar.
- Para avaliar o efeito político do ato, é necessário separar a avaliação da liderança das críticas internas e verificar se surgem evidências adicionais sobre a opinião pública ou os resultados da auditoria parlamentar.




















