Foi publicada uma reportagem segundo a qual o lado do ex-vice-governador de Gyeonggi Lee Hwa-young está pressionando o presidente Lee Jae-myung ao levantar questões sobre sua libertação e tratamento igual. A reportagem explicou que o advogado expressa insatisfação com o campo governista, enquanto o ex-vice-governador adota uma postura conciliatória em relação ao presidente. Também resumiu a mensagem como uma exigência de libertação rápida, de que ele não seja tratado de forma diferente de Jeong Jin-sang e Kim Yong e de que haverá uma reação caso isso não ocorra.

O caso envolve tanto uma disputa política quanto depoimentos e procedimentos criminais relacionados ao caso das remessas para a Coreia do Norte. No entanto, apenas com base na reportagem, não é possível saber se Lee Hwa-young está atualmente detido, se foi libertado ou quais são as posições oficiais do presidente e do campo governista.

Contexto

Segundo a reportagem, Jeong Jin-sang e Kim Yong foram detidos por envolvimento no escândalo de Daejang-dong e, depois de serem libertados sob fiança, passaram a atuar publicamente na política. A reportagem informou que o lado de Lee Hwa-young compara a situação dele à dos dois e questiona o tratamento desigual. No entanto, a matéria não informa se os casos e as etapas dos respectivos julgamentos são iguais; por isso, não se pode concluir, apenas com base nos casos de libertação, que houve violação da igualdade perante a lei.

Sobre o caso das remessas para a Coreia do Norte, a reportagem informou que, quando era vice-governador de Gyeonggi, Lee Hwa-young atuou como interlocutor para viabilizar uma visita do presidente Lee à Coreia do Norte e foi condenado a 7 anos e 8 meses de prisão por suspeita de ter envolvido Kim Seong-tae, ex-presidente do Ssangbangwool, e enviado uma grande quantia de dinheiro à Coreia do Norte. Também foi noticiado que o presidente Lee foi acusado como cúmplice de ter conspirado para fazer remessas ilegais à Coreia do Norte. Essas são descrições da reportagem sobre acusações, denúncia e condenação; somente com essas informações, não é possível determinar novamente a culpa de qualquer uma das partes.

A reportagem afirmou que Lee Hwa-young declarou, durante uma investigação da Procuradoria (검찰), ter informado o presidente Lee sobre as remessas, mas mudou seu depoimento em juízo. Também noticiou que a oposição afirma que o campo governista tentou cooptá-lo por vários meios. A alegação de cooptação foi apresentada como uma afirmação da oposição, e a matéria não contém informações que a confirmem nem uma contestação ou explicação do campo governista.

O que esta notícia significa

Politicamente, as questões da libertação e da igualdade de tratamento podem se transformar em uma disputa sobre a resposta do campo governista. Por outro lado, se as exigências de Lee Hwa-young derem a impressão de que a classe política está interferindo, há o risco de que os procedimentos criminais pareçam objeto de uma negociação política. Não é possível confirmar apenas com base na reportagem o que está de fato acontecendo; portanto, expressões da matéria como “jogo de pressão” ou “dilema” devem ser entendidas como interpretações da reportagem, não como fatos estabelecidos.

Do ponto de vista do julgamento, o ponto central é que o simples fato de um depoimento ter mudado não determina seu valor probatório. É preciso analisar separadamente se o termo de depoimento pode ser usado como prova em juízo e se o conteúdo do depoimento é confiável. Assim, para avaliar o significado da mudança, são necessárias informações sobre as provas apresentadas e examinadas em juízo, mas a reportagem não fornece esses detalhes.

Por exemplo, um réu denunciado e em julgamento que queira ser libertado pode pedir liberdade sob fiança (보석), procedimento que permite a libertação sob determinadas condições durante o julgamento. No entanto, cabe ao tribunal decidir se concede a medida e quais condições impõe, com base nas circunstâncias específicas. A reportagem não permite saber qual procedimento se aplica atualmente a Lee Hwa-young.

Informações sobre procedimentos e apoio relacionados

De acordo com um guia jurídico interno, o procedimento para pedir a libertação varia conforme a etapa da detenção. Um suspeito preso durante a investigação pode solicitar uma revisão judicial da legalidade da prisão (구속적부심사), procedimento pelo qual se pede ao tribunal que determine se a detenção é legal e continua sendo necessária; um réu denunciado pode pedir liberdade sob fiança. Como os dois procedimentos se aplicam a pessoas e momentos diferentes, não se deve afirmar qual meio de libertação é cabível sem confirmar em que etapa o caso se encontra.

Mesmo quando a liberdade sob fiança é concedida, isso não significa libertação sem condições. O tribunal pode impor condições, como uma promessa de comparecimento ou restrições de residência. Se a pessoa não comparecer ao julgamento sem justificativa válida ou violar as condições, a fiança pode ser revogada e o valor depositado pode ser confiscado total ou parcialmente. Para saber se as regras gerais descritas no guia se aplicam diretamente a este caso, é necessário consultar os autos atuais e a decisão do tribunal.

A questão dos depoimentos também deve ser analisada em partes. O guia explica que, no caso de um termo de interrogatório de suspeito redigido pelo Ministério Público, podem ser discutidos em juízo aspectos como se a forma e o conteúdo do documento correspondem ao que foi declarado e se o depoimento foi prestado em circunstâncias que lhe conferem especial credibilidade. A possibilidade de admitir algo como prova e a confiabilidade de seu conteúdo são questões distintas; portanto, o simples fato de o depoimento prestado na investigação da Procuradoria diferir daquele feito em juízo não permite concluir se a prova é admissível nem se houve culpa.

A reportagem não informa a situação atual da detenção de Lee Hwa-young nem se o tribunal decidiu sobre sua libertação. Antes de confirmar se cabe uma revisão judicial da legalidade da prisão ou liberdade sob fiança, ou se já foi tomada alguma decisão, não há fundamento para afirmar que “ele será libertado em breve”.

Fatos confirmados e o que ainda não se sabe

Fatos confirmados

  • A reportagem informou que o lado de Lee Hwa-young pede sua libertação e tratamento igual ao de Jeong Jin-sang e Kim Yong.
  • Segundo a reportagem, Jeong Jin-sang e Kim Yong foram libertados sob fiança e, depois disso, passaram a atuar publicamente na política.
  • A matéria informou que Lee Hwa-young foi condenado a 7 anos e 8 meses de prisão por acusações relacionadas às remessas para a Coreia do Norte e que o presidente Lee também foi denunciado como cúmplice no caso relacionado.
  • A matéria noticiou que Lee Hwa-young mudou em juízo o depoimento que havia prestado durante a investigação da Procuradoria.
  • A alegação de cooptação pela oposição foi apresentada na reportagem como uma afirmação da própria oposição.

O que ainda não se sabe

  • A matéria não informa a situação atual da detenção de Lee Hwa-young nem se ele foi libertado.
  • Não é possível confirmar o conteúdo específico das declarações ou exigências que teriam sido transmitidas recentemente ao presidente.
  • A matéria não informa qual posição o presidente ou o campo governista expressou sobre essas exigências e a alegação de cooptação.
  • Não é apresentado o impacto efetivo da mudança de depoimento na avaliação das provas durante o julgamento.
  • Apenas com base no subtítulo, não é possível confirmar a que plano concreto de quem se refere a ideia de retirar a denúncia, nem se ela está sendo efetivamente promovida.

O que os leitores devem verificar

  • Ao avaliar a possibilidade de libertação, é necessário distinguir as expressões políticas usadas na reportagem da decisão efetiva do tribunal e da etapa atual do procedimento.
  • A controvérsia sobre o depoimento deve ser examinada considerando não apenas o que foi dito durante a investigação da Procuradoria, mas também se foi admitido como prova em juízo e como sua credibilidade foi avaliada.
  • As suspeitas de cooptação e a ideia de retirar a denúncia devem ser distinguidas entre alegações e procedimentos confirmados; também é preciso verificar se foram noticiadas as posições oficiais das partes envolvidas e do campo governista.

Referências